Banca de DEFESA: IZABEL DO CARMO DE JESUS MARTINS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IZABEL DO CARMO DE JESUS MARTINS
DATA : 30/05/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala Caraíva 1 - https://mconf.rnp.br/webconf/csc-2
TÍTULO:

Estruturas formais e informais de controle no sistema prisionbrasileiro – o papel das famílias e dos couros de rato.


PALAVRAS-CHAVES:

Prisão, Facções, Hierarquias, Família, Conjunto Penal Teixeira de Freitas, BA.


PÁGINAS: 89
RESUMO:

O presente estudo analisa o papel das famílias de presos no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, BA. Os estudos prisionais apontam para o fato de que atualmente no país o processo de gestão dos presídios requer acordos tácitos ente o Estado, os presos e as famílias. A família cumpre um papel relevante no cotidiano do preso com responsabilidade pelo sustento econômico, afetivo e material do detento. Neste sentido, o objetivo principal da investigação foi verificar a importância da família por intermédio da sua ausência, isto é, focalizou-se as dificuldades enfrentadas no “tirar cadeia” daqueles presos que não recebem apoio familiar, em destaque o couro de rato. A pesquisa é de natureza qualitativa e foi baseada na técnica de entrevistas, visitas regulares ao presídio e anotações no caderno de campo. Ao todo foram entrevistados trinta e um presos. Além disso, foi realizado um levantamento bibliográfico sobre os estudos já realizados, abordando os efeitos psicossociais da prisão na pessoa encarcerada e nos familiares. Observou-se que os efeitos psicossociais do encarceramento para aqueles que não recebem apoio familiar tendem a ser ainda mais intensos, os achados da investigação apontam para a exploração do trabalho dessas pessoas pelos presos que possuem condições financeiras para pagar pelos serviços dentro das unidades prisionais, além de cooptação para realizar atividades criminosas. A exploração decorrente dos baixos valores pagos pelas atividades e os privilégios daqueles que estão próximos ao poder não é questionada por aqueles que estão em situação de vulnerabilidade financeira. A pesquisa de campo demonstrou ainda a internalização, pelos presos, da necessidade de comando para organizar o dia a dia no pátio e manter a paz na cadeia, apesar de alguma crítica por eventuais excessos praticados por aqueles que estão nas funções de poder.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1716530 - HERBERT TOLEDO MARTINS
Interno - 1556362 - ROBERTO MUHAJIR RAHNEMAY RABBANI
Externo à Instituição - ROSILENE OLIVEIRA ROCHA - UFPE
Notícia cadastrada em: 22/05/2019 11:03
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