Ampliando horizontes: Espaços de participação social e reconstrução da subjetividade do dito louco na Bahia
participação social; subjetividade transtorno mental.
A participação social é um dispositivo crucial na reabilitação psicossocial, mas ainda são escassas pesquisas que investiguem profundamente seus impactos na subjetividade de pessoas com transtornos mentais. Diante dessa lacuna, este estudo tem como objetivo geral compreender as configurações subjetivas de pessoas com transtorno mentais a partir do engajamento em espaços de participação social. Para tanto, o referencial teórico está sendo inspirado na Teoria da Subjetividade, desenvolvida pelo Cubano González Rey. Os procedimentos metodológicos utilizados são apoiados na Epistemologia Qualitativa que valoriza a pesquisa de casos singulares como instância válida de conhecimento; a construção do conhecimento através de espaços dialógicos que ocorrem durante a investigação, onde vão surgindo a produção de sentidos subjetivos. Para a produção das informações da pesquisa empregaremos o método construtivo-interpretativo do conhecimento, utilizando instrumentos: dinâmica conversacional, rodas de conversa, oficinas e assembleias. A pesquisa contará de dois estudos de caso sendo um no município de Porto Seguro com usuários do CAPS II e outro com integrantes do grupo de teatro Insênicos (constituído de pessoas com transtornos mentais). Considerando-se os aspectos éticos, este estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Sul da Bahia, tendo parecer 81028624.20000.8467 aprovado em 12 de julho de 2024. Está sendo empregado um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para participantes da pesquisa. As informações produzidas serão analisadas com base na Teoria da Subjetividade, em articulação com outras áreas de conhecimento. O estudo visa através dos casos compreender as configurações subjetivas construídas pelos portadores de transtorno mental no contextos de práticas coletivas de participação social – assembleia, oficinas de geração de renda e teatro. Espera se que tal análise demonstre o potencial transformador da participação social dos sujeitos da pesquisa, estimulando assim políticas públicas que favoreçam o incentivo de ações e dispositivos de participação social para pessoas com transtornos mentais.