Banca de DEFESA: CLAUDINO MAMBAMBA CAFETE

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CLAUDINO MAMBAMBA CAFETE
DATA : 29/09/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Metapresencial
TÍTULO:

CONSELHO DE GESTÃO COMUNITÁRIO DAS ILHAS UROK – GUINÉ-BISSAU: Um estudo sobre bem viver, políticas públicas e participação comunitária sob a experiência do povo Bijagó


PALAVRAS-CHAVES:

Gestão; Comunitário; Bem Viver; Ubuntu; Sustentabilidade.


PÁGINAS: 132
RESUMO:

A tese buscou apresentar uma compreensão crítica do diagnóstico socioambiental do Conselho de Gestão Comunitário das Ilhas Urok (Formosa, Nago e Chediã), a partir da análise do processo do saber tradicional dessa comunidade. A abordagem teórica baseou-se no quadro das políticas públicas e bem viver das experiências socioeconômicas de conservação do meio ambiente no Arquipélago Bijagó, a partir de sua vertente de tradição comunitária e modernidade guineense. Usa-se o conceito de Gestão Comunitário sociodiverso e sua relação cultural vivenciada em diferentes modos de se conhecerem os ciclos da natureza e se apropriar deles, desvelando-se a lógica de normalização, criação e operacionalização de conceitos éticos dominantes do saber tradicional ambiental. Para realizar a análise das estratégias de Gestão Comunitário das Ilhas Urok, desenvolveu-se uma integração de dois conjuntos tipológicos que identificam a gestão comunitária e políticas públicas desse território sociodiverso e suas respectivas definições de saber tradicional ambiental, sem perder de vista a atual ameaça de desmatamento, degradação do solo e pesca excessiva. As iniciativas governamentais e das Organizações Não Governamentais –ONGs de conservação, na criação do Sistema Nacional de Áreas Protegidas, são de extrema importância e cruciais para a manutenção de estilo de vida dessas comunidades. As Ilhas Urok destacam-se como um modelo de gestão comunitária que vive em simbiose com a natureza, ao respeitar tanto os saberes tradicionais quanto a ciência. De modo complementar, observa-se no mundo globalizado o enfrentamento das mudanças climáticas que cada vez mais sobrecarregam as capacidades dos Estados africanos, limitados por questões econômicas e logísticas. A poluição do ar e eventos climáticos extremos ainda não se sentem no arquipélago, porém, pouco a pouco já afetam l exige uma integração da ética Ubuntu, valorizando a interdependência e dignidade de cada indivíduo. Nesse contexto, a pesquisa se propõe a analisar a efetividade da ética do Bem Viver (Ubuntu) na institucionalização comunitária das políticas públicas nas Ilhas Urok, com foco na preservação dos saberes tradicionais e na sustentabilidade – e utilizando a História Oral e a Metodologia Reflexiva. Acredita-se que, em nível comunitário e institucional do governo e de ONGs, que têm suas participações interativas com os detentores desse conhecimento – saber ambiental comunitário de gestão –, isso permitirá uma apreciação mais adequada da preservação das riquezas biológicas e culturais do arquipélago, em seu novo desenho das políticas públicas de participação dessa população comunitária das Ilhas Urok, ou da Guiné-Bissau. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LUCAS HENRIQUE PINTO
Externa ao Programa - 1148011 - ALESSANDRA BUONAVOGLIA COSTA PINTO - nullPresidente - 1625472 - MARIA APARECIDA DE OLIVEIRA LOPES
Externa à Instituição - MARIA DE LOURDES GONÇALVES
Externo à Instituição - PEDRO ACOSTA LEYVA
Interno - ***.205.874-** - ROBERTO MUHAJIR RAHNEMAY RABBANI - UFS
Notícia cadastrada em: 01/09/2026 14:37
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