Banca de QUALIFICAÇÃO: NAIARA DE SOUZA VALERIO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NAIARA DE SOUZA VALERIO
DATA : 29/12/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

MODELAGEM DO NICHO ECOLÓGICO DE Atta robusta  BORGMEIER, 1939 (Hymenoptera: Formicidae)


PALAVRAS-CHAVES:

Maxent; Biogeografia; Fauna ameaçada;.Distribuição;


PÁGINAS: 73
RESUMO:

A formiga cortadeira Atta robusta (Borgmeier, 1939), apresenta uma distribuição biogeográfica notavelmente restrita, sendo associada a ambientes de restinga, ecossistemas costeiros arenosos, de solos pobres e alta salinidade. Sua ocorrência está limitada a faixas litorâneas específicas e está confinada a apenas dois estados do Sudeste brasileiro: Rio de Janeiro e Espírito Santo.  O endemismo e a dependência da restinga tornam a Atta robusta extremamente vulnerável à pressão antrópica, como a expansão urbana. Essas ameaças resultam em risco de fragmentação e perda de habitat, já que podem eliminar locais de nidificação e forrageamento. Devido à sua distribuição restrita e às ameaças contínuas, a Atta robusta esteve por muitos anos na lista de fauna ameaçada de extinção. Partindo desse pressuposto e visando delinear a real distribuição da espécie, o estudo foi guiado por duas hipóteses mutuamente exclusivas: I) A Atta robusta possui distribuição restrita unicamente aos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo; ou II) A Atta robusta possui distribuição mais ampla que se estende para além desses estados. A testagem dessas hipóteses foi dividida em dois capítulos. O primeiro capítulo abordou uma revisão sistemática sobre a Atta robusta, visando identificar as principais informações sobre a espécie. Já o segundo capítulo, por meio de métodos de modelagem, utilizando MaxEnt, integrando biogeografia e ecologia, permitiu uma conclusão robusta sobre o cenário atual da espécie. Os resultados mostraram que Atta robusta possui plasticidade ecológica, ocorrendo em ambientes urbanos e antropizados, em áreas sombreadas e restingas, o que sugere uma resiliência da espécie. Sua ocorrência está ligada a fatores biogeográficos. Já o nicho ecológico da Atta robusta se mostrou restrito e definido pela baixa tolerância térmica, sendo a Temperatura Mínima do Mês Mais Frio (BIO6) a única variável preditiva, tornando-a bioindicadora de mudanças climáticas. As preferências térmicas ideais são: Inverno de 16ºC (mínimo tolerado de 12ºC) e Verão entre 27ºC e 31ºC, indicando preferência por estabilidade. A espécie prefere precipitação moderada (cerca de 150 mm/mês), devido à sensibilidade do fungo simbionte. Os modelos indicaram áreas favoráveis que vão além do Espírito Santo e Rio de Janeiro, como Bahia e Sergipe, reforçando a necessidade de busca nessas regiões para confirmação e coleta.



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3066926 - ALEXANDRE ARNHOLD
Externo à Instituição - ELMO BORGES DE AZEVEDO KOCK - UEFS
Externo à Instituição - ESPERIDIÃO ALVES DOS SANTOS NETO
Externa à Instituição - PRISCILA SANTOS SILVA
Notícia cadastrada em: 08/12/2025 13:53
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