BIOSSISTEMAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL NOS CURSOS DE LICENCIATURA EM BIOLOGIA E GEOGRAFIA UESB - VITÓRIA DA CONQUISTA, BAHIA, BRASIL
sensibilização ambiental, práticas pedagógicas, formação do sujeito ecológico
O estudo tem como foco analisar como os docentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) utilizam estratégias pedagógicas de sensibilização ambiental e quais obstáculos enfrentam ao integrar ações didático-pedagógicas em sua prática docente. O objetivo geral desta pesquisa é avaliar as práticas pedagógicas de Educação Ambiental Crítica (EAC) desenvolvidas pelos docentes da UESB, considerando seus limites epistêmicos, desafios institucionais e potencial de requalificação docente, à luz da perspectiva biossistêmica, bem como analisar contradições e possibilidades à luz da homologia estrutural e do biomimetismo educacional. A pesquisa apresenta abordagem qualitativa, exploratório-descritiva, orientada pela Hermenêutica Filosófica conforme Gadamer (2006) e pela Psicopedagogia Freireana Ambientalizada. Inicialmente, realizou-se análise documental do fluxograma, das ementas das disciplinas dos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas e Geografia da UESB e do currículo dos docentes, visando compreender a organização curricular e verificar a presença de componentes curriculares voltados à Educação Ambiental (EA). Posteriormente, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas com sete docentes, de forma presencial e remoto via e-mail institucional através Google Forms utilizando o e-mail institucional como canal de contato. Os dados foram analisados segundo a técnica de Análise de Conteúdo (Bardin, 2011), organizando informações em eixos temáticos emergentes. As questões foram examinadas qualitativamente, por meio da codificação das perguntas e respostas. Os resultados revelaram práticas diversas EA, com abordagens heterogêneas: alguns docentes aplicam estratégias participativas, enquanto outros ainda não, o que evidenciou limites epistêmicos.Assim, espera-se que a entrevista favoreça uma auto-requalificação docente, estimulando uma autoavaliação crítica que contribua para superar limites epistêmicos, ampliar recursos criativos e enfrentar desafios operacionais das práticas em classe e extraclasse. Espera-se também que os docentes reflitam sobre como transformar suas experiências de sensibilização ambiental e ecopolítica em memórias duradouras nos processos da Educação Ambiental Crítica. Conclui-se que esse movimento pode fortalecer uma formação mais consciente, dialógica e alinhada às demandas socioambientais atuais.