Banca de DEFESA: JULIANA DE CASSIA CORREIA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANA DE CASSIA CORREIA
DATA : 27/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: CJA
TÍTULO:

DISPOSITIVOS DE MEDIAÇÃO POROROCA: O ENCONTRO DAS ÁGUAS DA EDUCAÇÃO E DA ARTE


PALAVRAS-CHAVES:

Mediação Cultural; Escrevivência; Arte(fato); Educação Antirracista; Pororoca; [RE]JUNTE; JANGADA.


PÁGINAS: 109
RESUMO:

Esta dissertação de mestrado profissional investiga o processo de pesquisa e criação de dois dispositivos de mediação desenvolvidos para provocar diálogos sobre ancestralidade e educação antirracista a partir da arte. A pesquisa estrutura-se metodologicamente através da Escrevivência, conceito de Conceição Evaristo que assume a escrita de si e a experiência do corpo negro feminino como fundamentos epistemológicos, em detrimento da cartografia autobiográfica de matriz eurocêntrica. O trabalho renasce de um ponto de inflexão provocado pela banca de qualificação, momento em que a pesquisadora se reconhece, primordialmente, como mediadora: aquela que articula saberes, territórios e sujeitos. A centralidade da investigação reside na análise crítica do processo de criação, aplicação e transformação de dois artefatos pedagógicos autorais: o jogo [RE]JUNTE e o jogo JANGADA. Utiliza-se a metáfora da Pororoca — o encontro violento e transformador das águas — para conceituar a própria mediação cultural. A Pororoca é entendida aqui como a força que move, desloca e reconfigura sentidos a partir do território ocupado: ora é o mar que invade o rio, ora o rio que adentra o mar. Essa dinâmica explica a transição do [RE]JUNTE, nascido nas tensões institucionais e coloniais de São Paulo (SESC e Museu da Cidade), para a JANGADA, que emerge da potência negra vigente e solar no contexto do Sul da Bahia. A dissertação narra essa trajetória profissional e geográfica, analisando como o território, o público/educando e o objeto escolhido alteram a mediação. Dialoga-se com interlocutores que forneceram os insumos práticos para essa reflexão, desde os poetas do SLAM e a Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa em São Paulo, até as performances de Fábio Nascimento e do coletivo Drags do Maktub na Bahia. Por fim, o trabalho ultrapassa o relato de experiências para se consolidar como um manual prático, oferecendo caminhos para que professores e educadores possam criar diferentes objetos de mediação e narrativas, compreendendo que o próprio processo de criação é, em si, pesquisa e produção de conhecimento.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1149021 - ANA CRISTINA SANTOS PEIXOTO
Externa ao Programa - 1217549 - CINARA DE ARAUJO SOARES - nullPresidente - 1793733 - CYNTHIA DE CASSIA SANTOS BARRA
Interno - 1419156 - GESSE ALMEIDA ARAUJO
Interno - 2250399 - GUILHERME FOSCOLO DE MOURA GOMES
Externa ao Programa - 3056028 - KEU APOEMA - null
Notícia cadastrada em: 09/02/2026 10:12
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação -   | Copyright © 2006-2026 - UFRN - 463e9cb10ec5.sigaa2-prod