A DINÂMICA DOS FRAGMENTOS FLORESTAIS DE MATA ATLÂNTICA NO ESTADO DA BAHIA - BRASIL
biodiversidade, fragmentação florestal, mudanças climáticas, pressão antrópica, uso da terra.
Os dois estudos analisam o desmatamento da Mata Atlântica no estado da Bahia entre os anos de 2004 e 2021, com foco nas interações entre fatores socioeconômicos, ambientais e territoriais que influenciam esse processo. Ambos os trabalhos utilizam dados públicos organizados em séries temporais por município, empregando análises estatísticas, como o coeficiente de Spearman, para investigar correlações entre variáveis como pastagens, efetivo bovino, lavouras, Produto Interno Bruto (PIB), temperatura e precipitação. Os resultados revelam que a pecuária extensiva e a expansão das áreas de pastagem são os principais vetores do desmatamento em várias regiões baianas. A agricultura, o crescimento urbano e o avanço da fronteira agrícola também demonstraram impactos relevantes. O PIB, em determinados períodos, apresentou correlações positivas com a perda de cobertura vegetal, indicando que o desenvolvimento econômico, quando dissociado de práticas sustentáveis, pode intensificar a degradação ambiental. Já as variáveis climáticas mostraram comportamentos mais complexos e heterogêneos, com a precipitação e a temperatura influenciando tanto o desmatamento quanto a regeneração florestal, dependendo do contexto regional. Ambos os trabalhos concluem que a conservação da Mata Atlântica exige políticas públicas integradas, territoriais e sustentáveis, capazes de equilibrar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. A recuperação de áreas degradadas, o incentivo a sistemas agroflorestais e o fortalecimento de mecanismos de fiscalização e planejamento são apontados como caminhos para mitigar os impactos ambientais e assegurar a resiliência ecológica e social do bioma.