A monitorização glicêmica tem sido reconhecida nos últimos anos como balizadora do gerenciamento do diabetes, uma vez que direciona, de forma mais assertiva, a tomada de decisão e o ajuste fino do plano terapêutico. Entretanto, apesar desta afeição ainda ser feita pela glicemia capilar, na maioria dos casos, ela tem baixa adesão, por ser dolorosa, cansativa e onerosa. Além disso, é incapaz de detectar padrões glicêmicos, e fazer predições de hipo e hiperglicemias. Já os sensores de monitoramento contínuo de glicose (CGM) permitem a coleta e o armazenamento de dados frequentes da glicose intersticial em pelo menos 14 dias consecutivos, além de fornecer um relatório com os tempos acima, abaixo e no alvo glicêmico, alertas para hipo e hiperglicemia, entre outros, mesmo a distância do paciente. Apesar do custo elevado, tem-se observado um grande crescimento no uso dos sensores, devido a menor taxa de hemoglobina glicada e hospitalizações, redução de gastos com complicação futuras relacionadas ao diabetes e melhor qualidade de vida. Vários municípios brasileiros, por meio de política públicas, já estão distribuindo pelo SUS o CGM, para crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 que estudam em escolas públicas. Entretanto, o fornecimento de CGM sem educação limita seus benefícios clínicos e desperdiça parte do investimento público. A educação em interpretação de dados gerados pelo CGM é o elemento chave para transformar tecnologia em desfecho em saúde. Assim o objetivo deste projeto é promover capacitações voltadas tanto aos profissionais de saúde quanto aos pacientes e familiares, com foco na interpretação clínica das métricas geradas pelos relatórios de CGM e na aplicação prática dos dados no manejo diário do diabetes. Para isso a equipe executora receberá treinamento dos principais laboratórios fornecedores de CGM no Brasil e da coordenadora do projeto, juntamente com o mestrando do PPGSAB/UFSB que também desenvolverá sua dissertação nessa temática. Em seguida serão planejadas e executadas as capacitações pela equipe conforme o público-alvo (profissionais de saúde ou familiares/pacientes com diabetes), prezando-se pelo protagonismo dos estudantes da UFSB envolvidos. Este projeto está em consonância com o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil (20212030) e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. Como indicadores, serão observados número de pessoas com diabetes, familiares e profissionais de saúde capacitados, e produções bibliográficas, participação em eventos científicos, bem como a autoavaliação dos participantes e da equipe executora do projeto. Assim, espera-se contribuir para um melhor gerenciamento do diabetes pelo uso racional dos sensores de CGM e suas potencialidades tecnológicas.
Discentes e servidores da UFSB
Pessoas com diabetes e familiares; profissionais de saúde de Teixeira e muncípios circunvizinhos
Fotos das ações ja realizadas_1
Fotos das outras edições de capacitação juntos aos profissionais de saúde
Fotos das ações ja realizadas em 2025_1
Fotos das outras edições de capacitação juntos aos profissionais de saúde_eq executora
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