RACISMO LINGUÍSTICO NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS CULTURALMENTE RELEVANTES COMO ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO
Racismo linguístico; Ensino de língua inglesa; Práticas pedagógicas culturalmente relevantes; Educação antirracista.
Esta pesquisa analisa o racismo linguístico no ensino de língua inglesa, compreendendo a linguagem como prática histórica atravessada por relações de poder e pela produção de hierarquias raciais. O objetivo consiste em analisar as implicações do racismo linguístico no ensino de língua inglesa e discutir práticas pedagógicas culturalmente relevantes como possibilidade de enfrentamento ao racismo linguístico no contexto educacional brasileiro. A fundamentação teórica articula as contribuições de Quijano (2019), Césaire (1971), Fanon (2020), Nascimento (2019), Makoni e Pennycook (2007), Pennycook (2002) e Ladson-Billings (2008), entre outros autores. De abordagem qualitativa, o estudo adota a autoetnografia como perspectiva metodológica, com base em Santos (2017) e Magalhães (2018), articulando experiências de aprendizagem da língua inglesa, reflexão teórica e práticas educacionais. A discussão desenvolvida aborda a relação entre linguagem, raça, colonialidade e ensino de língua inglesa, com atenção às formas de legitimação de determinados padrões linguísticos e culturais e à invisibilização de outras variedades e produções relacionadas ao inglês. Como Produto Educacional, foram elaborados sete planos de aula de língua inglesa fundamentados em práticas pedagógicas culturalmente relevantes, com destaque para a cultura negra e para variedades africanas e latino-americanas do inglês. A proposta busca ampliar as referências culturais e linguísticas presentes no ensino e contribuir para práticas pedagógicas comprometidas com o enfrentamento ao racismo linguístico, com a valorização da diversidade e com a construção de uma educação antirracista.